Open Access no Brasil: o PL 1120/2007 pede socorro

Apesar da leitura obrigatória do artigo de Hélio Kuramo de mesmo título, venho aqui apenas reforçar os pontos essenciais da necessidade do acesso livre da ciência no Brasil, através do projeto de Lei 1120/2007, explicitados no artigo.

A ideia inicial do acesso livre adveio do aumento dos preços das publicações científicas, que acabaram a, de certa forma, impedir o acesso ao conhecimento e por conseqüentemente o próprio desenvolvimento da ciência.

Hélio Kuramo expõe que pesquisadores de várias partes do mundo se uniram e vem promovendo o movimento global Open Access (OA). O objetivo principal deste movimento, segundo Stevan Harnad, um dos seus principais líderes, é tornar os cerca de 2 milhões e meio de artigos publicados anualmente acessíveis livremente. A literatura em acesso livre, segundo Peter Suber, significa:

1) Acesso em linha, portanto, literatura em meio digital;

2) Acesso imediato. Ou seja, a partir do momento em que o artigo é selecionado para publicação;

3) Acesso livre de custos, portanto, acesso gratuito e, livre da maioria das restrições e licença de uso.

Para atingir estes requisitos para se ter acesso livre, foram propostas duas vias. A primeira via era que recomenda a conversão das revistas científicas, em revistas de acesso livre, já que quem acaba pagando por elas são as agências de fomento de qualquer forma. A segunda via, que as instituições de pesquisa façam seus próprios depósitos de publicações, ou seja, quando for publicar fora da instituição, que se deposite uma cópia na própria instituição de origem. O que já é feito em alguns lugares do mundo, até mesmo por força da lei.

É aqui que entra o Projeto de Lei 1120/2007. Ele reforçaria esta segunda via no Brasil, obrigando as instituições de ensino superior de caráter público, assim como as unidades de pesquisa a criar este repositório e, evitando-se assim, o pagamento duplo pelo conhecimento, primeiro ao ser produzido e segundo ao ser acessado. E o melhor, as publicações devem estar todas disponíveis na internet!

 

Nada mais justo. Se o conhecimento foi pago pela sociedade, que o conhecimento esteja disponível para a sociedade!

 

Acompanhe aqui o projeto arquivado.

 

Assine aqui a petição de apoio ao projeto de lei.

 

Artigo em apoio ao MegaSim!

=)

 

Apesar da leitura obrigatória do artigo de Hélio Kuramo1 de mesmo título, venho aqui apenas reforçar os pontos essenciais da necessidade do acesso livre da ciência no Brasil, através do projeto de Lei 1120/2007, explicitados no artigo.

A ideia inicial do acesso livre adveio do aumento dos preços das publicações científicas, que acabaram a, de certa forma, impedir o acesso ao conhecimento e por conseqüentemente o próprio desenvolvimento da ciência.

Hélio Kuramo expõe que pesquisadores de várias partes do mundo se uniram e vem promovendo o movimento global Open Access (OA). O objetivo principal deste movimento, segundo Stevan Harnad, um dos seus principais líderes, é tornar os cerca de 2 milhões e meio de artigos publicados anualmente acessíveis livremente. A literatura em acesso livre, segundo Peter Suber, significa:

1) Acesso em linha, portanto, literatura em meio digital;

2) Acesso imediato. Ou seja, a partir do momento em que o artigo é selecionado para publicação;

3) Acesso livre de custos, portanto, acesso gratuito e, livre da maioria das restrições e licença de uso.

Para atingir estes requisitos para se ter acesso livre, foram propostas duas vias. A primeira via era que recomenda a conversão das revistas científicas, em revistas de acesso livre, já que quem acaba pagando por elas são as agências de fomento de qualquer forma. A segunda via, que as instituições de pesquisa façam seus próprios depósitos de publicações, ou seja, quando for publicar fora da instituição, que se deposite uma cópia na própria instituição de origem. O que já é feito em alguns lugares do mundo, até mesmo por força da lei.

É aqui que entra o Projeto de Lei 1120/20072. Ele reforçaria esta segunda via no Brasil, obrigando as instituições de ensino superior de caráter público, assim como as unidades de pesquisa a criar este repositório e, evitando-se assim, o pagamento duplo pelo conhecimento, primeiro ao ser produzido e segundo ao ser acessado. E o melhor, as publicações devem estar todas disponíveis na internet!

Nada mais justo. Se o conhecimento foi pago pela sociedade, que o conhecimento esteja disponível para a sociedade!

Acompanhe aqui o projeto arquivo3

Assine aqui4 a petição de apoio ao projeto de lei.

Sobre brunopio

http://meadiciona.com/brunopio Não me esforçarei em me apresentar... desculpem-me por hora. Prego a intimidade e a privacidade das pessoas ao mesmo tempo da transparência pública total. Assino em baixo onde está escrito que as pessoas devem ser seus representantes ao máximo que puder, mesmo que sem obrigação. E odeio todos os tipos de pré-conceitos e restrições de liberdade de pensamento. P-)
Esse post foi publicado em Ações, PPBr-DF. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s